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Cancro nos Açores – número elevado de casos preocupa população. Açorianos exigem a verdade

Cancro nos Açores – o tema surgiu nos últimos dias no Facebook, através do grupo Os Açores e o Mundo. Segundo a publicação assinada por Octávio Manoel de Oliveira Rego, desde 1968 que o Arquipélago dos Açores e a sua população podem estar a ser contaminados com radiação. Mas sobre este tema as entidades governativas nada têm feito ou dito. Os Açorianos exigem respostas.

Existem dois acontecimentos de naufrágios com carga radioactiva perto dos Açores: O submarino USS Scorpion (1968) e o navio MSC-Carla (1997).

No ano de 1997, o navio cargueiro MSC-Carla afundou-se a cerca de 110 milhas náuticas da Ilha de São Miguel. Esta embarcação transportava 11 toneladas de Césio 137, um veneno mortífero radioativo. Sobre este acontecimento pouco ou nada foi divulgado pela comunicação social.

Nos últimas anos o número de casos e incidência de Cancro nos Açores aumentou, encontrando-se acima da média nacional e europeia – tendo sido já detectados 17 tipos de cancro. Em apenas 4 anos, quase 10 mil açorianos foram diagnosticados com cancro.

Consultamos alguma documentação online que nos permitiu reunir as informações abaixo sobre ambos os acontecimentos.

Submarino USS Scorpion afundado em 1968

O início da propagação de radioactividade ao largo dos Açores remonta a 1968, quando o submarino norte-americano USS Scorpion se afundou a cerca de 400 milhas a sudoeste dos arquipélago, onde se encontram – no fundo do mar – os seus destroços.

Da informação disponível – este submarino transportava duas ogivas nucleares e reactores nucleares. Apesar de se saber a localização deste material, as autoridades norte-americanas têm impedido que estudiosos tenham acesso a este mesmo local para investigação.

Há conhecimento de uma avaliação por parte de cientistas dos Estados Unidos que, em 1986, determinaram que não estaria provado que haveria perigo para a libertação de material radioactivo. Não podendo ser assegurado a 100% que tal não viesse a acontecer e ou já tenha acontecido.

As autoridades militares norte-americanas classificaram grande maioria da documentação existente sobre este caso como secreta.

Naufrágio do navio MSC-Carla em 1997

Da pouca informação que existe sobre o naufrágio do MSC-Carla, a 110 milhas da costa norte da Ilha de São Miguel, conseguimos apurar que este ter-se-á partido em duas partes. Uma delas afundou-se na zona enquanto que a outra metade foi rebocada até Barcelona, onde foi descarregada.

Tendo metade da embarcação ficado afundada nesta zona do Oceano Atlântico desconhece-se qual será a quantidade de Césio 137 – material radioactivo – que ficou submersa.

Atualmente, a 3000 metros de profundidade e a 110 milhas a norte da maior ilha açoriana encontram-se os destroços desta embarcação.

O que é Césio 137 e as suas consequências

O Césio é um composto químico extremamente perigoso. Trata-se de um isótopo radioactivo que resulta da fissão nuclear de urânio ou plutônio. Dado que este isótopo de desintegra ao Bário 137m, surge assim o nome Césio 137. Após este acontecimento o composto passa a emitir radiações gama.

Esta radiação gama é extremamente nociva para a saúde, dado o seu elevado poder de penetração – invadindo as células do organismo, podendo levar até à morte.

Em 1987 ocorreu em Goiânia o considerado maior acidente com Césio 137, tendo resultado na morte de mais de 400 pessoas.

Consequências do Césio 137 para a saúde: doenças como cancro, hipertensão e distúrbios variados. O Cs-137 é absorvido pela água e pelo solo, tendo uma meia-vida (o tempo necessário para que metade de seus átomos radioativos se desintegre) de cerca de 30 anos.

Tema Cancro nos Açores já foi alvo de uma petição e apresentado / discutido em plenário

Segundo Octávio Manoel de Oliveira Rego, administrador do grupo “Os Açores e o Mundo”:

Lancei uma petição pública, que já foi discutida em plenário, que solicitava um estudo científico para descobrir as causas de tão elevada incidência de casos de cancro nos Açores. Mas o Governo dos Açores respondeu que as causas já estão identificadas e que se deve ao tabaco, ao álcool e aos maus hábitos alimentares. Na área de Lisboa, há mais habitantes e mais fumadores e mais alcoólicos, mas é nos Açores que temos uma taxa de incidência de 80.7% acima da média nacional.

Os casos de Cancro nos Açores continuam a aumentar e os açorianos exigem respostas em relação às suas possíveis causas e relação com estes dois naufrágios acima relatados.

Publicação do Facebook:

Está a decorrer uma petição intitulada A Saúde nos Açores. Um direito, consulte nesta ligação.

Para elaboração deste artigo recorremos a várias fontes listadas abaixo:

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